quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Governo estima falência da operadora Oi que possui uma dívida de R$ 64 bilhões a credores privados e bancos públicos
A dívida de R$ 64 bilhões com 55.080 credores fez da recuperação judicial da Oi a maior da história do Brasil - a lei foi criada em 2005. A complexidade do processo se deve não só aos valores envolvidos, mas também à importância da empresa. A Oi é a maior operadora em telefonia fixa do país e a quarta em telefonia móvel, com cerca de 70 milhões de clientes.
Ao entrar em recuperação judicial, a Oi ganhou um fôlego financeiro. A lei permite que empresas nessa condição deixem de pagar seus credores por 180 dias e, nesse período, suas dívidas não podem ser executadas. Em maio, a Justiça prorrogou por mais 180 dias o prazo final - que expira em fevereiro de 2018 – ou até a assembleia geral com credores.
Para o caixa da empresa foi bom. Sem ter que pagar seus credores, a recuperação judicial tem ajudado a empresa a reduzir a sua despesa financeira e a melhorar alguns dos seus indicadores. Mas a empresa corre contra o tempo para aprovar um plano de recuperação judicial da empresa. Pela lei, se não houver acordo, a Justiça pode decretar a falência da empresa.
Nesta semana, o governo apresentou um documento que destaca os prejuízos de uma eventual falência da Oi. De acordo com o estudo, 2.051 municípios brasileiros podem sofrer um "apagão" dos serviços de voz e dados, caso a operadora não resista ao processo de recuperação judicial.
Os números representam cerca de 37% das cidades brasileiras, locais onde a Oi oferece serviços de telefonia fixa e móvel ou banda larga, e também áreas atendidas por outras operadoras e provedores que utilizam redes da Oi.
De acordo com os dados, em cerca de 40% das cidades só há a Oi como alternativa, já que suas principais concorrentes em determinadas regiões utilizam as redes da Oi, além de equipamentos e imóveis da companhia.
Cerca de 46 milhões de linhas celulares, 14 milhões de telefones fixos e 5 milhões de pontos de banda larga seriam afetados com a falência da companhia. O documento chama a atenção para o real prejuízo da falência da empresa para o país.
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