quarta-feira, 8 de novembro de 2017

No próximo dia 10 de Novembro acontecerá na Câmara municipal de vereadores de Santa Maria uma audiência pública para discutir sobre a venda da Chesf



O requerimento partiu do Gabinete do Vereador Izinho Moura(PT).

Justificando que, a "Companhia Hidrelétrica do São Francisco - CHESF é um simbolo de desenvolvimento para os nordestinos o qual possui enorme função estratégica para nossa região, portanto um processo de privatização desse porte não seria a melhor solução em busca de recursos, sendo fundamental ponderar o custo para o consumidor, a concorrência a segurança energética. A realização da audiencia publica, com essa finalidade vai contribuir para que essa tentativa de incluir a Chesf entre as produtoras e transmissoras de energia elétrica passíveis de entrega de controle ao setor privado, não seja de fato concretizada".

Atualmente os brasileiros sob a gestão de um governo que não foi eleito democraticamente, o então presidente Michel Temer(PMDB), vem utilizando por meio das estruturas públicas práticas de privatização de empresas estatais, ou seja, a venda de bens públicos às transnacionais.

O atual ministro de Minas e Energia do Brasil, Fernando Coelho Filho trabalha no objetivo de aligeirar a venda da estatal Eletrobrás. Essa empresa é dividida em geração, transmissão e distribuição, criada em 1962 para coordenar todas as empresas do setor elétrico.

No Nordeste governadores dos estados brigam para que a Chesf - Companhia Hidro Elétrica do São Francisco não seja incluída no pacote de privatização. A proposta dos nove governadores é que aconteça a desvinculação da Chesf do grupo Eletrobras, transformando-a em empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

Porém, o ministro Fernando Filho disse que, com o processo de privatização, a expectativa do governo é tornar a companhia “muito mais eficiente”, porque, segundo o ministro, ela não vem conseguindo terminar suas obras. “Do maior número de obras com atraso na Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a maior participação é da Chesf, pela falta de capacidade financeira que a empresa tem hoje”. Demonstrando a incapacidade própria. 

A Chesf atende tradicionalmente a oito estados do Nordeste (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí). Com a abertura permitida pelo novo modelo do setor elétrico brasileiro, a Eletrobras Chesf tem contratos de venda de energia em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Historicamente o Brasil tem sido um ambiente de exploração estrangeira. Desde a época de seu “achamento” diversos países extraem as principais riquezas desta terra, sem medir conseqüências. Foi assim, na extração de madeiras, no minério, nas terras e na exploração da força de trabalho.

Com a implantação do neoliberalismo na década de 1990 governantes como Fernando Henrique Cardoso, passou a vender empresas do Brasil para empresas estrangeiras, sendo uma das maiores privatizações já vista na história, usando como justificativa a incapacidade administrativa do Governo. Foram 80 empresas brasileiras vendidas pelo governo de FHC, entre elas a Vale do Rio Doce e a Telebrás.

Com as vendas das estatais o governo angariou recursos aos cofres públicos, e por outro lado gerou um dos maiores índices de desemprego da história. Porque as empresas que compraram passaram a terceirizar os serviços com o intuito de diminuir gastos.


Geralmente privatizar é uma atitude rotineira de governos de direita, que visam beneficiar grandes empresas transnacionais, que por sua vez arrancam o lucro dos cofres que antes eram públicos, para um pequeno grupo capitalista. 

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